quarta-feira, 15 de agosto de 2012

E BOM SABER:No Grão-Pará, a proclamação do constitucionalismo monárquico português e a instalação das cortes gerais da nação portuguesa, que passaram a exigir o retorno de D. João a Portugal representavam o fim de um longo período de isolamento político e econômico, pois a transferência da família real para o Brasil e a conseqüente instalação da sede do governo do Rio de Janeiro praticamente isolou a região do Grão-Pará prejudicando a elite paraense. Por isso surgia uma necessidade de levá-la rapidamente a aderir ao movimento ocorrido em Portugal já que isso significaria o restabelecimento dos vínculos políticos e econômicos com a metrópole, e o fim dos problemas enfrentados devido a dificuldade de comunicação com o Rio de Janeiro,oque deixava a elite paraense cada vez mais isolada do cenário politico e econômico do pais tendo sérios prejuízos,sendo que o Pará sempre manteve muito mais relações econômicas com lisboa do que com o rio de janeiro
                Todavia a revolução do Porto de 1820(vintismo) assumiu um caráter contraditório para os proprietários e negociantes do Grão-Pará, sendo que ao mesmo tempo que abria grande possibilidade para o reaquecimento dos seus negócios, pois o retorno de Lisboa à condição de sede do reino português, significaria sinais de bons tempos de prosperidade, representava a derrubada do absolutismo em Portugal e o não reconhecimento da autoridade de D. João VI, cujo o governo continuava instalado no Rio de Janeiro. Assim a adesão ao constitucionalismo português pela província do Grão-Pará se constituiria em um ato revolucionário aos olhos do monarca, num crime de lesa majestade, passível de severa punição,por isso as reuniões dos simpatizantes do vintismo lusitano eram feitas secretamente devido o medo da punição pelo crime de lesa-majestade.Desta forma,as agitações politicas geradas pelo movimento vintista em Portugal levaram a aceleração do processo de adesão do Pará  a independência do Brasil.Em meio a tensão política que tomava conta da província do Grão-Pará, ancorou na Baia do Guajará, no dia 10 de agosto de 1823 o Brigue de Guerra “Maranhão” sob o comando do capitão inglês John Pascoe Grenfell, que havia a incumbência de lorde Cochrane de promover a adesão do Pará ao império de D. Pedro I, sediado no Rio de Janeiro.
                Grenfell ao aportar em Belém anunciou que a quase um ano D. Pedro I proclamava a independência do Brasil com o apoio da Inglaterra e não esperava nenhuma oposição do Pará.
                O Capitão inglês desembarcou em Belém sabendo que parte da elite do Grão-Pará era hostil à idéia de se separar de Portugal, por isso Grenfell trazia ordens de afrontar o governo paraense, inclusive com a ameaça de bloqueio naval e bombardeios da cidade.
                Desta forma John Grenfell aplicou o já conhecido “Golpe da Esquadra”, que tratava-se de um blefe militar, através do qual garantia-se a existência de uma grande frota inglesa armada, com todos os aparelhos bélicos, destinada a forçar a submissão das províncias que não quisessem aderir a independência.
               
Essa fictícia frota militar estaria nas proximidades da província aguardando apenas um sinal do Capitão Grenfell.
                Desta forma no dia 11 de agosto de 1823 Dom Romualdo, que estava eventualmente no poder promoveu uma grande reunião no conselho com as pessoas mais importantes da terra, que após algumas horas deliberando sobre o assunto decidiram aderir a independência do Brasil, fato que foi oficializado no dia 15 de agosto de 1823.Entretanto algumas pesquisas recentes questionam que a data da adesão não teria sido oficializada no dia 15 e sim no dia 16 de agosto
                

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