segunda-feira, 27 de agosto de 2012

É BOM SABER:Percebemos que na maior parte da América latina o Marxismo chegou via revolução soviética,pois a partir de 1920 foram vários os partidos que surgiram antenados com o movimento comunista internacional.Na América latina a revolução era prevista para duas etapas.A primeira ocorreria sobre a liderança da burguesia nacional que teria como função agrupar o povo, os camponeses e operários, camadas medias da população,pequena burguesia na luta contra o latifúndio e o capital internacional que seriam os entraves para o desenvolvimento político, econômico e social da América latina.A segunda etapa viria com a vitória da revolução democrática burguesa que criaria a partir dai as condições necessárias e objetivas para que o proletariado assumisse a direção do movimento e iniciasse a construção do comunismo. Embora essa proposta de revolução latino-americana em duas etapas fosse atraente ,sedutora e ate inovadora em relação as referencias marxistas,acabava não sendo coerente sua aplicação em um mundo colonial dependente.Isso se explica pelas próprias circunstancias politicas, econômicas e sociais da América -latina,pois a burguesia não assumiu o papel revolucionário que a história lhe deixou,não mostrando simpatia pelas politicas reformadoras do projeto Marxista e mostrando-se sempre atrelada as forças do atraso representadas pelo capital internacional e o grande latifúndio.Estas contradições no projeto Marxista latino Americano acabaram inviabilizando o processo revolucionário e evidenciando uma grande lacuna entre teoria e pratica.Desta forma,a trajetória revolucionaria na América-latina foi árdua e dolorosa,onde a desconecção entre teoria e pratica tornava os revolucionários comunistas pregadores no deserto,como se a revolução socialista não tivesse chance nesse continente que geopoliticamente enfrentava um outro grande problema que seria a proximidade com os E.U.A,pois o grande estado do norte não permitiria nenhuma revolução em seu quintal

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

E BOM SABER:No Grão-Pará, a proclamação do constitucionalismo monárquico português e a instalação das cortes gerais da nação portuguesa, que passaram a exigir o retorno de D. João a Portugal representavam o fim de um longo período de isolamento político e econômico, pois a transferência da família real para o Brasil e a conseqüente instalação da sede do governo do Rio de Janeiro praticamente isolou a região do Grão-Pará prejudicando a elite paraense. Por isso surgia uma necessidade de levá-la rapidamente a aderir ao movimento ocorrido em Portugal já que isso significaria o restabelecimento dos vínculos políticos e econômicos com a metrópole, e o fim dos problemas enfrentados devido a dificuldade de comunicação com o Rio de Janeiro,oque deixava a elite paraense cada vez mais isolada do cenário politico e econômico do pais tendo sérios prejuízos,sendo que o Pará sempre manteve muito mais relações econômicas com lisboa do que com o rio de janeiro
                Todavia a revolução do Porto de 1820(vintismo) assumiu um caráter contraditório para os proprietários e negociantes do Grão-Pará, sendo que ao mesmo tempo que abria grande possibilidade para o reaquecimento dos seus negócios, pois o retorno de Lisboa à condição de sede do reino português, significaria sinais de bons tempos de prosperidade, representava a derrubada do absolutismo em Portugal e o não reconhecimento da autoridade de D. João VI, cujo o governo continuava instalado no Rio de Janeiro. Assim a adesão ao constitucionalismo português pela província do Grão-Pará se constituiria em um ato revolucionário aos olhos do monarca, num crime de lesa majestade, passível de severa punição,por isso as reuniões dos simpatizantes do vintismo lusitano eram feitas secretamente devido o medo da punição pelo crime de lesa-majestade.Desta forma,as agitações politicas geradas pelo movimento vintista em Portugal levaram a aceleração do processo de adesão do Pará  a independência do Brasil.Em meio a tensão política que tomava conta da província do Grão-Pará, ancorou na Baia do Guajará, no dia 10 de agosto de 1823 o Brigue de Guerra “Maranhão” sob o comando do capitão inglês John Pascoe Grenfell, que havia a incumbência de lorde Cochrane de promover a adesão do Pará ao império de D. Pedro I, sediado no Rio de Janeiro.
                Grenfell ao aportar em Belém anunciou que a quase um ano D. Pedro I proclamava a independência do Brasil com o apoio da Inglaterra e não esperava nenhuma oposição do Pará.
                O Capitão inglês desembarcou em Belém sabendo que parte da elite do Grão-Pará era hostil à idéia de se separar de Portugal, por isso Grenfell trazia ordens de afrontar o governo paraense, inclusive com a ameaça de bloqueio naval e bombardeios da cidade.
                Desta forma John Grenfell aplicou o já conhecido “Golpe da Esquadra”, que tratava-se de um blefe militar, através do qual garantia-se a existência de uma grande frota inglesa armada, com todos os aparelhos bélicos, destinada a forçar a submissão das províncias que não quisessem aderir a independência.
               
Essa fictícia frota militar estaria nas proximidades da província aguardando apenas um sinal do Capitão Grenfell.
                Desta forma no dia 11 de agosto de 1823 Dom Romualdo, que estava eventualmente no poder promoveu uma grande reunião no conselho com as pessoas mais importantes da terra, que após algumas horas deliberando sobre o assunto decidiram aderir a independência do Brasil, fato que foi oficializado no dia 15 de agosto de 1823.Entretanto algumas pesquisas recentes questionam que a data da adesão não teria sido oficializada no dia 15 e sim no dia 16 de agosto
                

terça-feira, 14 de agosto de 2012

E BOM SABER: A primeira característica marcante que devemos perceber em relação ao tempo na Europa medieval e que ele apresentou um caráter continuo e linear diferindo da noção de tempo na antiguidade ,onde o tempo se apresentou de forma cíclica.Para os homens na idade media o tempo pertence  a Deus ,portanto apresenta um caráter sagrado não podendo o homem tirar proveito dele.A fundação da cronologia cristã se da no seculo VI através de Dionísio,o pequeno,que passa a ter como ponto de referencia o nascimento de cristo ,ou seja,os acontecimentos passam a ser divididos em antes e depois de cristo.Entretanto,não havia na idade media uma cronologia unificada e sim uma grande multiplicidade de tempos que funcionavam a partir de diferentes necessidades e normas.Os instrumentos de medição do tempo estavam ligados aos caprichos da natureza:O sol ,as nuvens,o céu e o gelo.No medievo o ano começava em diferentes momentos,oque nos leva a crer na existência de vários estilo cronológicos.É bom notarmos que durante muito tempo a metrologia foi utilizada pela elite para impor seu poder na sociedade,pois a massa não possuía o seu tempo estando obrigada a obedecer o tempo imposto pelo toque dos sinos e trombetas controladas pelos grupos superiores.Na Europa medieval existia uma grande variedade de tempos,como o" tempo rural"que era o mais significativos de todos.Prevalecia um tempo agrícola,em uma sociedade onde a terra era essencial para qualquer grupo social.O tempo rural caracterizava-se pela espera e paciência dependendo do ritmo da natureza.De acordo com o tempo rural os meses eram marcados por atividades do campo como:O corte das arvores,a engorda do gado a matança dos porcos. Também existia o" tempo senhorial"que apresentou um caráter militar,pois estava ligado aos combates,serviços militares prestado pelos vassalos e reuniões dos cavaleiros.O "tempo clerical"estava diretamente ligado ao fato da igreja exercer o controle e a medição do tempo e o ano na Europa ser essencialmente litúrgico,ou seja,cheio de momentos ligados a acontecimentos da historia de cristo e dos próprios santos.As festas dos santos serviam de referencia para o pagamento das rendas agrícolas e para o feriado de artesãos e trabalhadores em geral.Toda via,o tempo passou por transformações a partir da segunda metade do seculo XIV ocorrendo a laicização do tempo,pois passa a surgir os relógios das torres para a orientação do tempo em detrimento dos sinos das catedrais controlados pela igreja.Esta laicização do tempo esta diretamente relacionado ao processo de transformações na ordem feudal que já se arrastava desde o seculo XI com o crescimento urbano-mercantil ,fortalecimento da burguesia  e o desenvolvimento das corporações de oficio.Essas transformações criaram a necessidade de medir o tempo com maior precisão para ter um controle maior sobre o trabalho,produção e as operações comerciais.Desta forma,o progresso técnico consequência da evolução dos estudos e da ciência permitiu o surgimento dos relógios modernos  que desestruturaram os tempos tradicionais e os unificaram para atender a necessidade de uma sociedade que passava por profundas transformações

terça-feira, 7 de agosto de 2012

É BOM SABER:O primeiro concílio de Niceia foi convocado no ano de 325d.c pelo imperador Constantino que reuniu a alta cúpula do catolicismo com o intuito de promover uma unidade doutrinaria para a igreja católica,pois existia varias divisões internas no cristianismo que poderiam afetar o poder do imperador.O principal ponto discutido em Niceia girou em torno da verdadeira essência de Deus que passou a ser representado pela Trindade(pai,filho e espirito santo),oque contraria as palavras de cristo no novo testamento que diz"eu(Jesus)e o pai somos um só".A igreja recebeu muitas criticas devido a elaboração desta nova concepção sobre Deus,a maior delas vinha dos chamados livros"Apócrifos"que não concordavam com a trindade e diziam que Deus era representado por pai e filho unicamente dando origem as" heresias antitrinitárias" que foram bastante perseguidas pela igreja no florescer do cristianismo.Para alguns teólogos medievais a trindade representava tês caminhos que levariam a um único destino ,o da evolução espiritual,pois o pai representava a memória,o filho a razão e o espirito santo o amor que seriam as tês coisas essenciais para a alma humana.Entretanto,na idade media houve uma preocupação muito grande por parte da igreja de fazer uma conciliação,ou seja, manter a visão espiritual de Deus sem se chocar com a visão corporal , física e material que pairava na mente das massas para quem Deus era representado concretamente