Para os gregos antigos, os
fenômenos físicos e de ordem atmosférica, foram origem de espanto, temor e
curiosidade. Esses povos, indistintamente, procuraram uma explicação para tais
fenômenos e a primeira que formularam é de caráter mitológico. Clima, chuva,
estiagem, semeadura, colheita, fertilidade, nascimento, estações, crescimento,
reprodução, navegação são fatos práticos que, aos olhos de qualquer pessoa, até
a mais simples e menos avisada, apresentam-se em direta conexão com as
variações atmosféricas, com o movimento dos astros, a posição das constelações,
a passagem de um cometa. Para uma mente não iniciada na indagação cientifica e
racional, isso só pode parecer obra de forças não terrenas, ou de seres que
presidem, com sua vontade, a todos os acontecimentos – variáveis e, ao mesmo
tempo, que sempre se repetem – determinadores do ambiente natural e físico no
qual se engendram a vida e os meios de sua conservação.
O Titã Atlas é, pois, o elemento
que a imaginação ingênua criou para conjugar, unir e relacionar o complexo
universo dos astros que se encontrão acima da terra e do mar, lugares com que o
homem está em contato direto, a importância das estrelas para a navegação é
recordada freqüentemente pelos poetas e pelos escritores. A literatura grega
fornece contínuos exemplos da intima ligação entre a agricultura e o ciclos dos
fenômenos atmosféricos e astronômicos. Hesildo, em seu poema” Os trabalhos e
os dias” constantemente aconselha os agricultores sobre os períodos
favoráveis a semeadura, as colheitas, a vindima. Baseia-se, para tanto, na
posição de determinadas constelações, depois do por do sol ou antes do
surgimento da primeira luz do dia. De outro lado, o camponês e o pastor, por
sua própria experiência, sabiam “Prever” as épocas de enchentes e secas, de
chuvas ou estiagens, olhando para o auto e observando a “Cor”, o tamanho, a
inclinação de um planeta ou de um astro. Assim também o pescador e o navegador
podiam organizar os seus trabalhos.


