segunda-feira, 21 de maio de 2012

É BOM SABER:O mito apresenta, portanto, uma lógica clara e coordenada para tentar compreender as relações das forças poderosas que se defrontam entre Céu e Terra, incidindo, com sua manifestação também na imensidade das águas marítimas; as forças dos astros que se refletem no solo terrestre, na superfície dos mares e produzem os fenômenos metereológicos, com os quais tem intima conexão fatos, acontecimentos e atividades que dizem respeito a existência de todos os seres animados e, de forma especial, ao homem.
                Para os gregos antigos, os fenômenos físicos e de ordem atmosférica, foram origem de espanto, temor e curiosidade. Esses povos, indistintamente, procuraram uma explicação para tais fenômenos e a primeira que formularam é de caráter mitológico. Clima, chuva, estiagem, semeadura, colheita, fertilidade, nascimento, estações, crescimento, reprodução, navegação são fatos práticos que, aos olhos de qualquer pessoa, até a mais simples e menos avisada, apresentam-se em direta conexão com as variações atmosféricas, com o movimento dos astros, a posição das constelações, a passagem de um cometa. Para uma mente não iniciada na indagação cientifica e racional, isso só pode parecer obra de forças não terrenas, ou de seres que presidem, com sua vontade, a todos os acontecimentos – variáveis e, ao mesmo tempo, que sempre se repetem – determinadores do ambiente natural e físico no qual se engendram a vida e os meios de sua conservação.
                O Titã Atlas é, pois, o elemento que a imaginação ingênua criou para conjugar, unir e relacionar o complexo universo dos astros que se encontrão acima da terra e do mar, lugares com que o homem está em contato direto, a importância das estrelas para a navegação é recordada freqüentemente pelos poetas e pelos escritores. A literatura grega fornece contínuos exemplos da intima ligação entre a agricultura e o ciclos dos fenômenos atmosféricos e astronômicos. Hesildo, em seu poema” Os trabalhos e os dias” constantemente aconselha os agricultores sobre os períodos favoráveis a semeadura, as colheitas, a vindima. Baseia-se, para tanto, na posição de determinadas constelações, depois do por do sol ou antes do surgimento da primeira luz do dia. De outro lado, o camponês e o pastor, por sua própria experiência, sabiam “Prever” as épocas de enchentes e secas, de chuvas ou estiagens, olhando para o auto e observando a “Cor”, o tamanho, a inclinação de um planeta ou de um astro. Assim também o pescador e o navegador podiam organizar os seus trabalhos.

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