quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013




É BOM SABER:Qual é seu primeiro pensamento quando se fala em África? Varias pesquisas já foram realizadas e ficou comprovado que a grande maioria das pessoas acredita que o continente africano esta exclusivamente ligado a pobreza, atraso, fome, doenças e guerras. De fato estas realidades não deixam de fazer parte do contexto africano, entretanto entender a África unicamente pela logística do retrocesso seria uma visão equivocada e extremamente determinista do continente negro. Entendo que este pensamento negativo sobre a história da África foi se solidificando ao longo do tempo em nosso imaginário, pois durante muito tempo esta história foi jogada no esquecimento. As raízes desse pensamento negativo e o abandono histórico em relação a África  já e percebido em tempos muito remotos.O historiador grego Heródoto já analisava os africanos como seres exóticos e místicos. Contudo a desvalorização da historia africana   remonta principalmente o século XIX, momento em que as transformações sofridas pela ordem capitalista acabou tendo por consequência o surgimento de uma grande necessidade de expansão de mercados para fora das fronteiras da Europa colocando a África na rota de dominação da corrida imperialista. A partir desse momento, como uma estratégia de justificar a dominação europeia no continente negro, passou a se massificar a ideia da superioridade e progresso do homem branco em oposição a inferioridade e atraso do homem negro, oque foi decisivo para elaboração de um pensamento reducionista, pejorativo e equivocado sobre a historia dos africanos.No entanto, devemos entender que a África e muito mais do que imaginamos ou podemos imaginar. O continente africano é o terceiro maior do mundo com cerca de  30 milhões de km e uma população estimada em mais de 900 milhões de habitantes organizados em uma grande diversidade étnica, cultural, social e politica consolidando a ideia de que dentro da África existem varias outras Áfricas. A necessidade de criarmos uma nova perspectiva sobre a história africana não se resume por este continente ter uma vasta extensão territorial, ou tão pouco, por ser um dos continentes mais populosos do mundo, onde no passado se estabeleceu uma grande prosperidade com o desenvolvimento de uma acentuada a atividade cultural e comercial dentro de impérios gigantescos como: Gana, Mali e Songai. Na verdade, o novo valor a ser dado para a história da África tem sua maior importância no fato deste continente ter sido o berço da humanidade, ou seja, de onde a espécie humana teria evoluído e migrado para os mais variados territórios do planeta.
  Para nós brasileiros, a importância de se aprofundar e criar uma nova visão sobre a África e bem mais emergencial e necessária, sendo que toda a cultura produzida pelos mais variados grupos étnicos foi transferida para o Brasil a partir do século XVI com o advento do trafico negreiro pelo atlântico. Podemos afirmar que todos os valores, costumes, musica, dança e colimaria que se constituiu em nosso país foi moldado com uma contribuição significativa de toda a bagagem cultural trazida pelos africanos nos sombrios navios negreiros. Desta forma, o estudo e uma nova abordagem sobre a historia africana e imprescindível para um melhor entendimento, não somente da origem da humanidade, mas também do processo de formação do próprio povo brasileiro

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013



É BOM SABER:Os pesquisadores modernos ainda não entraram em um consenso sobre a origem da viticultura.Entretanto, esta atividade teria se originado na asia menor em uma região entre o antigo Turquestão e a trácia de onde a viticultura teria sido levada para o Egito ainda no período pré-dinástico.Durante o período faraônico o termo genérico para se referir ao vinho era"IRP" e sua representação era simbolizada por duas jarras.A palavra "IRP" estava relacionada a "podridão", pois a bebida era feita a partir da fermentação dos bagos da uva.O historiador Heródoto nos revela que popularmente os egípcios em vez de vinho usavam uma bebida feita de cevada(cerveja) e que o vinho era consumido principalmente pela aristocracia e os sacerdotes devido sua importância dentro da sociedade.De fato, a cerveja era a bebida mais popular na terra do Nilo devido sua produção ser bem menos complexa e onerosa.Por outro lado, o clima desértico e quente do Egito deixava a produção do vinho muito mais trabalhosa e principalmente necessitando de um alto custo ficando seu consumo restrito as camadas mais altas da ordem social.A produção do vinho chegava a ser dez vezes mais caro do que a cerveja, sendo necessário o desenvolvimento de um eficiente sistema de regagem para um cultivo satisfatório.O processo de produção do vinho no Egito antigo era realizado a moda tradicional europeia.Colocava-se as uvas debulhadas nas tinas e depois cerca de seis homens esmagavam as uvas com os pés, depois o suco era escorrido e armazenado em jarras que ficavam abertas ou levemente cobertas e expostas ao sol para facilitar a fermentação.A tonalidade mais ou menos forte do vinho esta diretamente ligado a forma de fermentação que poderia ou não ser feita com a casca da uva juntamente com o suco.O crescimento da viticultura no Egito deu um salto significativo a partir do contato com os gregos e romanos que eram especialistas nessa atividade.Apesar de ser uma bebida aristocrática, os soldados que combatiam bem ,eventualmente poderiam receber vinho como premiação.Os membros do povo raramente poderiam provar do vinho, pois acreditava-se, que misturados a outros ingredientes, o vinho tinha poder curativo para acabar com muitas doenças como:Vermes, tosse, asma,regulador de urina,aliviar a dor e estimulador de apetite.No Egito faraônico, o vinho também apresentava uma grande importância politica e religiosa.O vinho era ofertado as divindades e bastante consumido durante as festividades de coroação dos faraós que ao ofertar a bebida aos deuses esperava receber em troca um reinado de estabilidade e justiça.Portanto, esta bebida estava cercada de toda uma carga teológica e mitológica, pois era indispensável nas cerimonias funerárias, onde era ofertado para os mortos , sendo muitas vezes colocadas jarras de vinho junto com os faraós nas tumbas.O vinho estava associado a duas divindades especificas: Osíris e Shesmu. Osíris, senhor dos mortos, era a divindade principal da festividade comemorativa de ressurreição e enchente do rio Nilo que trazia ótimas colheitas.As vinhas simbolizavam a ressurreição de Osíris e o inicio de um novo ciclo.Desta forma, devemos entender que o ao analisarmos a origem, produção e consumo do vinho no antigo Egito podemos perceber as desigualdades sociais,as crenças no estreitamento das relações entre vivos e mortos e também todo o caráter politico atribuído a esta bebida que era vista pelos faraós como mecanismo para fortalecimento do seu poder junto aos deuses.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013



E BOM SABER:A teoria das três ordens começou a germinar por volta do século X entre muitos intelectuais da igreja reunidos nos concílios de paz.Conforme esta teoria desde o inicio Deus teria distribuído tarefas especificas para cada homem, onde uns deveriam orar para a salvação de todos, outros deveriam lutar para proteção do povo e estes deveriam, com seu trabalho, alimentar os homens ligados a religião e a guerra.Este modelo penetrou rapidamente na memória coletiva e visto como providência divina jamais poderia ser alterado, oque acabou justificando a desigualdade social e econômica da sociedade feudal.Toda via,e de grande importância que façamos uma relativização nessa imobilidade apresentada na estrutura da ordem feudal, onde as funções de cada um eram muito bem definidas pela vontade de Deus, pois o estabelecimento do chamado senhorialismo nos mostra que em algumas situações padres pertencentes ao clero rural não estavam totalmente afastados do processo produtivo podendo fazer parte da mão-de-obra de um determinado feudo e ficando sob as ordens de um senhor que explorava suas habilidades profissionais para realização de alguns oficios típicos do campesinato.Dependendo da situação os nobres cavaleiros poderiam não possuir terras e também recair na dependência de outros senhores que lhes empregava e sustentava e embora pudessem se beneficiar dos lucros do seu senhor acabavam não tendo nenhuma autoridade.Por outro lado percebemos a existência de camponeses que conseguindo acumular certa quantia de terras passavam a estabelecer uma relação de exploração senhorial sobre seus vizinhos menos afortunados para quem cediam pedaços de terra em troca do recebimento de rendas.Assim notamos que essa rede de atividades rigidamente definida pela vontade de divina na Europa feudal acabou sofrendo muitas variações devido o senhorialismo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013











E BOM SABER:Esta ideologia desenvolveu-se na fase final do processo de consolidação da ordem feudal na Europa e foi expressa pela primeira vez no ano 1000 na região da antiga Gália, onde ocorreu o primeiro enfraquecimento da autoridade real.Conforme a ideologia da "paz de Deus"a principio a tarefa de manter a paz e a justiça foi atribuída aos monarcas, porém estes não foram capazes de cumprir esta missão, oque teria levado Deus retomar este poder e transferi-lo para as mãos dos Bispos da igreja católica que com o auxilio dos príncipes deveriam promover a paz e a justiça divina.A partir dai passou a se organizar varias assembleias pela igreja que baseando-se em princípios morais e espirituais buscou amenizar a violência das armas criando um código de conduta para todos aqueles que usavam armas que através de um juramento coletivo se comprometiam a cumprir certas proibições da igreja sob pena de excomunhão.Este sistema não se mostrou muito eficiente, pois não foram raros os casos de massacres ocorridos no campo promovidos por guerreiros profissionais desregrados.Toda via, a "paz de Deus" não deixou de exercer forte influencia na mentalidade e na economia medieval, pois ficava proibido manipular armas, dinheiro ou ate mesmo manter relações sexuais em alguns períodos e situações especificas.Foram definidos limites, fora dos quais a utilização das armas era condenada contra a vontade divina.Toda a atividade militar foi proibida perto dos locais de culto marcado por cruzes erguidas nas estradas.A guerra também era proibida em certos períodos considerados sagrados e contra certos grupos específicos como clérigos e pessoas consideradas vulneráveis.A "paz de Deus"já existia de forma embrionaria na época dos Reis  Carolíngios quando estes, sem sucesso,tentaram fazer respeitar a paz e a justiça.Em relação aos inimigos de Deus, os infiéis,a violência não era apenas permitida, mas estimulada pela igreja que muitas vezes convocava as atividades militares para fora da cristandade .A aquisição de riqueza através da violência militar era vista por muitos guerreiros profissionais como um perigo para a salvação da alma.No entanto, a aquisição de riquezas poderia ocorrer desde que fosse pacifica.A igreja, ao condenar a pilhagem pela violência acabou dando uma compensação legitimando a exploração senhorial que passou a ser justificada como forma de pagamento pela segurança que os senhores garantiam ao povo.