Em
geral, os escravos eram forçados a labutar na agricultura e em atividades de
subsistência, transporte, manufatura, pedreiras, obras publicas, vendas e
serviços e administração. A maioria deles, evidentemente, era empregada em
atividades braçais, desprezadas pelos seus senhores. Em cada setor da economia,
as ocupações braçais sem especialização ou semi-especializadas eram exercidas
pela maioria. Mas a variedade de ocupações braçais especializadas abertas então
aos escravos é peculiar ao período, é uma minoria deles ocupava posições de
responsabilidades em artes e ofícios, ao mesmo tempo em que alguns exerciam
cargos de supervisores, capatazes e feitores. Alguns escravos tinham até
propriedades, inclusive outros escravos. Porém, esta classificação é imposta
sobre as fontes, pois os senhores nem sempre mantinham uma divisão rígida do
trabalho, uma vez que esperavam que seus escravos de ambos os sexos fossem
versados em tantas e tantas funções quantas lhes fossem exigidas. Assim uma
escrava podia fazer serviço domestico, vender comidas e bebidas nas ruas e costurar.
Os
escravos também eram úteis aos senhores porque exerciam muitas funções além de
trabalhar. Nas manhas de domingo ou nos passeios de fim de tarde, por exemplo,
os donos faziam-nos desfilar pelas ruas da cidade para exibir sua posição
social e riqueza. Se um senhor precisasse tomar emprestado dinheiro, os
escravos serviriam de garantia; podiam ser vendidos a fim de pagar dividas ou
levantar capital para outros investimentos. Quando a filha do senhor casava,
eles podiam servir de dote e ir trabalhar para ela em sua nova casa. Em
ocasiões especiais, eram dados de presente para amigos ou parentes do dono , ou
a instituições de caridade. Também ganhavam dinheiro para ele, que as vezes os
alugavam. Com freqüência, os senhores viviam dos proventos de seus escravos ou
faziam-nos trabalhar de “Negros de ganho”, recebendo uma parte do que eles
obtinham.
Além
disso, as escravas tinham, as vezes, de servir de parceiras sexuais de seus
senhores, na qualidade de concubinas, amantes ou companheiras.
Do seu ponto de
vista, os senhores de escravos haviam desenvolvido um sistema ideal, no qual,
em troca de um mínimo de roupas, alimentos e abrigo, seus cativos lhes
proporcionavam benéficos incalculáveis. O preço do privilegio de possuir
escravos, está claro, era pago pelos próprios escravos, com trabalho
debilitador e morte prematura
