quinta-feira, 29 de novembro de 2012
É BOM SABER: Os egípcios antigos, se comparados ao mundo cristão, apresentavam uma perspectiva totalmente diferente em relação a utilidade do corpo após a morte, pois para os egípcios o corpo deveria estar preparado para o retorno da alma, portanto deveria ser minuciosamente conservado através do processo de mumificação que envolvia varias técnicas cirúrgicas e um detalhado sistema de embalsamamento.O corpo era colocado em cima de uma balsa e conduzido por toda extremidade do Rio Nilo ate a tenda do embalsamador que usando uma mascara de chacal que simbolizava o Deus da mumificação Anúbis,realizava a mumificação do corpo que variava de acordo com as condições econômicas e importância do individuo, quanto mais rica era a pessoa mais requintes eram aplicados na mumificação do seu corpo.No Egito acreditava-se que após a morte a alma passava por um julgamento no tribunal de Osíris,onde 42 Deuses ficavam diante de 42 portas e faziam o julgamento das almas.O ultimo teste que a alma passava era a pesagem do coração feito pela deusa da justiça chamada de Maat que colocava na balança o coração do morto fazendo contra-peso com a pena da justiça, se o coração estivesse no mesmo peso que a pena a alma então poderia entrar no paraíso.As múmias são excelentes fontes históricas, pois a partir da analise das múmias os egiptólogos descobriram muitos detalhes sobre a vida dessa civilização tão enigmática.O estudo das múmias acabou nos revelando que muitas doenças que vitimavam homens, mulheres e crianças no antigo Egito eram proporcionadas pela ingestão da água e de alimentos provenientes do Nilo.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
É BOM SABER: Palmares não era apenas um, mas sim vários quilombos, unidos por uma rede de trilhas na mata. No quilombo do Macaco, como também era conhecido Palmares, contava com cerca de 20.000 habitantes e lá viveram o rei Ganga Zumba e seu sobrinho Zumbi. O quilombo ergueu-se em 1597, tendo sido destruído quase um século mais tarde (1695) pelo bandeirante paulista Domingos Jorge Velho. Sua localização era a Serra da Barriga (interior de Alagoas), com uma área de influencia bem mais extensa. Negros de todas as raças, mais também índios e até brancos foras-da-lei compunham Palmares. Contudo, é valido fazermos uma reflexão critica sobre a simbologia palmarina marcada pela História tradicional, pois a ideia de Palmares como símbolo de luta e resistência à escravidão acaba criando uma cortina de fumaça que nos direciona para o perigoso determinismo histórico. É certo que Zumbi lutava contra a escravidão, mas a pergunta é: lutava contra a escravidão de quem? Sem duvida as sangrentas batalhas que Zumbi travou durante a existência de Palmares foi para defender da escravidão a si e ao seu grupo, sendo que como já foi dito anteriormente, a África era palco de muitos conflitos étnicos, onde os próprios africanos se escravizavam e não foram raros os momentos que esses conflitos atravessavam o Atlântico e fizeram-se presentes no Brasil. Além disso, pesquisas recentes nos revelam que dentro de Palmares possivelmente teria existido escravos.
Desta forma, é importante revermos
alguns conceitos e repensarmos se a imagem de Zumbi de Palmares realmente é
adequada para representar a luta contra o preconceito e a escravidão na
totalidade da palavra, pois todos sabem que a partir de 1995 atribuiu-se a data
de 20 de novembro (morte de zumbi) como comemoração do dia da consciência
negra.
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