terça-feira, 20 de novembro de 2012



É BOM SABER: Palmares não era apenas um, mas sim vários quilombos, unidos por uma rede de trilhas na mata. No quilombo do Macaco, como também era conhecido Palmares, contava com cerca de 20.000 habitantes e lá viveram o rei Ganga Zumba e seu sobrinho Zumbi. O quilombo ergueu-se em 1597, tendo sido destruído quase um século mais tarde (1695) pelo bandeirante paulista Domingos Jorge Velho. Sua localização era a Serra da Barriga (interior de Alagoas), com uma área de influencia bem mais extensa. Negros de todas as raças, mais também índios e até brancos foras-da-lei compunham Palmares. Contudo, é valido fazermos uma reflexão critica sobre a simbologia palmarina marcada pela História tradicional, pois a ideia de Palmares como símbolo de luta e resistência à escravidão acaba criando uma cortina de fumaça que nos direciona para o perigoso determinismo histórico. É certo que Zumbi lutava contra a escravidão, mas a pergunta é: lutava contra a escravidão de quem? Sem duvida as sangrentas batalhas que Zumbi travou durante a existência de Palmares foi para defender da escravidão a si e ao seu grupo, sendo que como já foi dito anteriormente, a África era palco de muitos conflitos étnicos, onde os próprios africanos se escravizavam e não foram raros os momentos que esses conflitos atravessavam o Atlântico e fizeram-se presentes no Brasil. Além disso, pesquisas recentes nos revelam que dentro de Palmares possivelmente teria existido escravos.
Desta forma, é importante revermos alguns conceitos e repensarmos se a imagem de Zumbi de Palmares realmente é adequada para representar a luta contra o preconceito e a escravidão na totalidade da palavra, pois todos sabem que a partir de 1995 atribuiu-se a data de 20 de novembro (morte de zumbi) como comemoração do dia da consciência negra.

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