Quando
falamos de religiosidade no Brasil colonial não podemos ficar restritos a uma
analise do Catolicismo. Pois a historiografia atual nos revela que neste
período de nossa história, houve varias manifestações de outros credos
realizados pelos mais diversos segmentos sociais, nos revelando uma sociedade
colonial bastante heterogênea em termos culturais, e que contribuiu
consideravelmente para a nosso formação cultural e religiosa através de uma
mistura de costumes,valores e rituais que ficou costumeiramente conhecida como
“Sincretismo Religioso”. Portanto é de fundamental importância para os nossos
estudos analisarmos como ocorreu essa mistura de credos e costumes, assim como,
buscar uma analise mas específica de como se desenvolveu cada uma dessas manifestações religiosas dentro dos
Trópicos,pois somos frutos de uma cultura sincretica que se configurou ao longo dos séculos,somos produto de relações fisicas e psíquicas que se estabeleceram no calor do pojeto colonial,somos filhos e filhas de europeus,aborigenes e africanos que permearam suas relações com amor e odio,somos cria de nossos proprios eventos históricos,somos consequência do entrelaçamento de matrizes humanas.somos o povo brasileiro!
sexta-feira, 30 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
É BOM SABER:Sem dúvida a obra que mais contribuiu para o
estudo e o entendimento da importância negra nas Américas. Foi Casa grande e
senzala, obra do sociólogo Gilberto Freyre, que com uma abordagem bastante
polêmica tentou promover uma reabilitação do homem de cor na consciência nacional dando novo animo para a auto-estima
dos brasileiros e consequentemente lançando aquilo que seria chamado no meio
acadêmico de Democracia racial. Segundo
Freyre, a situação que os negros se encontram esta diretamente ligada à uma
questão sócio-econômica e não racial, pois a miscigenação ocorrida no Brasil e
abordada como algo positivo, e até mesmo fundamental para o bem estar nacional.
A análise que Gilberto Freyre promove, proporciona uma revolução no mundo
acadêmico em âmbito nacional e internacional, pois estabelece uma reavaliação
das relações entre senhores e escravos adotando uma postura totalmente oposta a
de teóricos que viam as relações escravistas totalmente desprovidas de qualquer
sentimento de humanidade, o que teria produzido uma miscigenação totalmente
negativa e problemática para o processo de formação do povo brasileiro. De
acordo com a proposta de Freyre os lusitanos teriam buscado uma forma mais
branda de realizar a escravidão, pois a força de suas leis, a presença marcante
da moral cristã e o contato com outros povos e raças diferentes teriam
possibilitado certa flexibilidade dos lusitanos em suas ações com os negros,
sobrando pouco espaço para configuração de relações pautadas no desprezo, descriminação
e pré-conceito que foram tão marcantes na America anglo-saxônica. Sendo assim, Casa
grande e senzala acabou se afirmando como um grande clássico que
influenciou muitas percepções e concepções
historiográficas relacionadas principalmente a questão da mistura racial entre
brancos e negros nas Américas. Contudo, não podemos deixar passar despercebido
as outras correntes historiográficas que, sem duvida alguma, colocarão a obra
de Gilberto Freire em cheque, apontando criticas à teoria da democracia racial e questionando tanto a
metodologia quando as conclusões de Casa grande e senzala. Um dos principais
condutores desse processo de revisionismo foi o historiador
inglês Charles C. Boxer, que rejeitou com muita propriedade muitas conclusões
definidas por Freyre, sobre tudo as ligadas ao luso tropicalismo. Boxer destacou que as relações sexuais que os
lusitanos mantinham com mulheres de raças diferentes, resultando no processo de
miscigenação, não esta relacionada a nenhum tipo de respeito ou benevolência
para com indivíduos de ascendência africana, pois não haveria relação entre as
atitudes físicas e a configuração do pensamento. Boxer, também critica o mito
do senhor bondoso, enfatizando que os lusitanos eram tão
cruéis com seus escravos quanto os outros senhores europeus. Desta forma, percebe-se
que para Charles B. Boxer a democracia
racial, definida por Freyre, esta longe das verdadeiras relações entre
negros e brancos, afirmando que na verdade o Brasil era o inferno para os
negros, o purgatório para os brancos e com certeza não era o paraíso para os
mulatos.
domingo, 25 de março de 2012
É BOM SABER:Com o processo de consolidação da democracia em atenas passa a ser instituido tribunais de proteção fisica ao escravo que era visto como peça de grande importância para o funcinamento do estado democratico,pois o tempo que o escravo dedicava ao trabalho manual acabava possibilitando o tempo livre para o cidadão dedicar-se as atividades relacionadas ao exercicio da cidadania.Os escravos em atenas tinham suas condições de vida e trabalho bastante variadas e poderiam conquistar sua liberdade chegando a condição de meteco.Entretanto,não podemos esquecer que em atenas existia a chamada"PARAMONÉ"que significava tês situações em que o ex-escravo ainda deveria obrigações ao seu antigo dono.O ex-escravo ainda estaria ligado ao seu senhor se sua liberdade fosse dada,ou seja,sem nenhum custo ao escravo,se sua liberdade fosse paga parcialmente ou se sua liberdade fosse paga por terceiros.Nestes casos,o ex-escravo ainda deveria prestar serviços eventuais ao antigo dono que tambem teria o direito na herança de seu ex-escravo.
quinta-feira, 22 de março de 2012

É BOM SABER:Sem
dúvida a família Patriarcal foi um modelo de suma importância na Sociedade
Colonial deixando raízes em nosso cotidiano. Entretanto a realização de outros
estudos nos revelam que o modelo de família patriarcal não manifestou-se de
forma homogênea na América Portuguesa,
pois outros modelos estruturas e relações também constituíram-se, variando de
acordo com a cultura, região e condição Jurídico- Social de seus indivíduos.Desta forma,entendemos que no brasil colonial a estrutura familiar era bastante heterogenea,pois poderia existir familias no estilo patriarcal,familia nuclear,familias de brancos pobrres,familia de mestiços,familia de mães solteiras e ate mesmo familia de escravos.Entretanto,a constituição de uma familia escrava era uma tarefa dificil e muitas vezes violenta,pois dentro das senzalas o numero de escravas era muito menor que o numero de escravos e os negros preferiam se relacionar com escravas de sua mesma origem étnica,oque dificultava a formação das familias escravas.Para os negros a constituição de uma familia poderia tornar a vida mais suportavel diante da triste realidade da escravidão
terça-feira, 20 de março de 2012
É BOM SABER:Os gregos antigos apresentavam uma visão distinta entre o estrangeiro e o barbaro,pois o primeiro era identificado muito mais por uma questão politica e o segundo era definido muito mais por uma questão cultural.Em atenas devenos analisar com muito cuidado a situação do estrangeiro(meteco),pois apesar de prevalecer sua exclusão politica na pólis,estudos recentes nos revelam que em algumas situações o meteco poderia pelo menos se aproximar da condição de cidadão.depois de algum tempo domiciliado na cidade e sob a representação de um tutor,alguns metecos poderiam receber o titulo da "PROXENIA"(consul)que era uma especie de representante da cidade de atenas.Mas vale lembrar que este titulo so era dado aos metecos ricos e que tivessem um bom relacionamento com sua terra natal.Existia tambem o direito de pagar a "ISOTÉLIA"que era uma especie de imposto para ajudar na manutenção da cidade que so os cidadãos pagavam,o direito que algums metecos ganhavam de pagar esse imposto lhes aproximava da condição de cidadão.E por fim,raramente,os metecos a muito tempo domiciliados,depois de muitos anos de serviços prestados a atenas, e principalmente muito ricos poderiam atingir a cidadania ganhando oque chamamos de "ENKITESIS".Toda via,não podemos esquecer que naturalmente os metecos estavam excluidos da participação politica em atenas, e alcançar a cidadania não era algo comum para esses estrangeiros que foram tão importantes para a economia ateniense atraves,principalmente,da viabilização do comercio maritimo nos portos,sobre tudo no"PIREU"
domingo, 18 de março de 2012
É BOM SABER:Não podemos recair em
um romantismo reducionista de achar que os negros viviam harmoniosamente na
áfrica e que as guerras, o sofrimento e
principalmente escravidão só chegou ao seu conhecimento a partir da vinda
dos europeus, ao contrario, muitas são as fontes que nos revelam que bem antes
da chegada dos conquistadores a escravidão já era marcante no continente negro,
onde existiam aristocracias africanas que subjugavam outros grupos de negros
geralmente através dos conflitos inter-étnicos e que realizavam transações
comerciais envolvendo cativos. Essas transações acorreram primeiramente entre
os próprios africanos e depois acabaram sendo mantidas com os europeus e outros
povos de varias procedências, cuja moeda de toca mais interessante para os
africanos eram as armas de fogo e os cavalos.O comercio de escravos
dentro da áfrica ocorria numa espécie de permuta que ficou conhecida como “TRATO”
através do qual se concretizava as transações envolvendo os vários grupos
étnicos. Estas relações ocorriam sobretudo nos “portos de trato” (no litoral)
ou “feiras de trato” (no interior) e foram marcantes principalmente na região
subsaariana, onde conhecia-se muito bem o valor mercantil do escravo. Percebemos
que as relações de “trato”, já existentes no continente negro, foram muito bem
aceitas pelos europeus, pois a pilhagem (do latim piliare = agarrar pelos pêlos) mostrava-se insatisfatória como
mecanismo de aquisição de cativos na África, devido ao aumento acentuado da
demanda de escravos em varias regiões dentro e fora do continente negro. Os
Jalofos teria sido a primeira etnia negra a estabelecer transações comerciais
envolvendo escravos com os europeus. Porém não podemos descartar outras
vertentes historiográficas e antropológicas que, relativizando esta questão,
fazem uma abordagem diferente da escravidão entre os africanos, ligando-a muito
mais a um caráter simbólico, étnico, criminal ou religioso.
quarta-feira, 14 de março de 2012
E BOM SABER: Sem dúvida, na atualidade não podemos fazer muitas comparações da Grécia do presente com a
Grécia do passado, pois o tempo passou e muitas transformações ocorreram.
Uma das mudanças significativas que percebemos hoje gira em torno do próprio espaço
geográfico grego que nos séculos (VIII e IV a. C) era bem maior do que o território atual que mede
apenas 132.000 Km².
Outra mudança que percebemos hoje manifesta-se em um setor que os gregos foram
especialistas, a política, sendo que hoje, a Grécia apresenta um estado unificado, cujo nome oficial é
República Helênica. Todavia na antiguidade os gregos nunca apresentaram uma unificação política,
pois o que prevalecia era uma completa descentralização, onde as diversas cidades-estado eram
independentes entre si, apresentando seu próprio governo, suas leis e características sociais e
particulares como nos deixa claro os fragmentos seguintes: “ Nossa forma de governo não se
baseia nas instituições dos povos vizinhos. Não imitamos os outros. Servimos de modelo para
eles.
Nossa cidade institui muitos divertimentos para o povo. Temos concursos, festas e
cerimônias religiosas ao longo de todo o ano. Isso tudo nos traz prazer de viver e afasta de nós a
tristeza. Ao contrário de outros povos que impõem aos jovens exercícios penosos, nos
educamos a juventude de maneira bem mais liberal e amena. A coragem dos atenienses é fruto
da alegria de viver, e não da obrigação de cumprir ordens militares”. (Adaptado de Tucídides,
história da guerra do Peloponeso).
Também podemos perceber diferenças no campo religioso, sendo que os Helenos no passado
apresentavam uma mitologia repleta de deuses e semi-deuses que geralmente encontravam-se ligados
a elementos da natureza. Já nos dias atuais, graças as divulgações do apóstolo Paulo na época do
domínio romano pelo mediterrâneo, o que prevalece é o Cristianismo.Não podemos deixar passar
despercebido a importância e o significado do mito para os antigos gregos, sendo que através dele
podemos entender muito sobre o enfoque principal deste artigo que é a sociedade e a política ao falar
dos mitos da Grécia Antiga não devemos de maneira simplista nos restringir a um conjunto de contos ou
relatos que foram reproduzidos ao longo dos séculos, mas sim tentar entender a sua profundidade, pois
os mitos além de terem sido por muito tempo para os gregos a fonte de explicação para os
fenômenos da natureza e para os mais simples problemas do cotidiano ambém acabava sendo
muitas vezes o reflexo desta apaixonante sociedade, o que dependendo do nosso olhar acaba
transformando o mito na “essência do real”, como afirma o Doutor em História Social da USP, Evandro
Faustino.
“Se os gregos antigos inventaram um mito e depois o ficaram repetindo durante anos e
anos, séculos e séculos, é porque de alguma forma esse mito revelava muito do que eles eram na
verdade. O mito quando visto e entendido do jeito certo, não é só fantasia, mas a essência do real
Grécia do passado, pois o tempo passou e muitas transformações ocorreram.
Uma das mudanças significativas que percebemos hoje gira em torno do próprio espaço
geográfico grego que nos séculos (VIII e IV a. C) era bem maior do que o território atual que mede
apenas 132.000 Km².
Outra mudança que percebemos hoje manifesta-se em um setor que os gregos foram
especialistas, a política, sendo que hoje, a Grécia apresenta um estado unificado, cujo nome oficial é
República Helênica. Todavia na antiguidade os gregos nunca apresentaram uma unificação política,
pois o que prevalecia era uma completa descentralização, onde as diversas cidades-estado eram
independentes entre si, apresentando seu próprio governo, suas leis e características sociais e
particulares como nos deixa claro os fragmentos seguintes: “ Nossa forma de governo não se
baseia nas instituições dos povos vizinhos. Não imitamos os outros. Servimos de modelo para
eles.
Nossa cidade institui muitos divertimentos para o povo. Temos concursos, festas e
cerimônias religiosas ao longo de todo o ano. Isso tudo nos traz prazer de viver e afasta de nós a
tristeza. Ao contrário de outros povos que impõem aos jovens exercícios penosos, nos
educamos a juventude de maneira bem mais liberal e amena. A coragem dos atenienses é fruto
da alegria de viver, e não da obrigação de cumprir ordens militares”. (Adaptado de Tucídides,
história da guerra do Peloponeso).
Também podemos perceber diferenças no campo religioso, sendo que os Helenos no passado
apresentavam uma mitologia repleta de deuses e semi-deuses que geralmente encontravam-se ligados
a elementos da natureza. Já nos dias atuais, graças as divulgações do apóstolo Paulo na época do
domínio romano pelo mediterrâneo, o que prevalece é o Cristianismo.Não podemos deixar passar
despercebido a importância e o significado do mito para os antigos gregos, sendo que através dele
podemos entender muito sobre o enfoque principal deste artigo que é a sociedade e a política ao falar
dos mitos da Grécia Antiga não devemos de maneira simplista nos restringir a um conjunto de contos ou
relatos que foram reproduzidos ao longo dos séculos, mas sim tentar entender a sua profundidade, pois
os mitos além de terem sido por muito tempo para os gregos a fonte de explicação para os
fenômenos da natureza e para os mais simples problemas do cotidiano ambém acabava sendo
muitas vezes o reflexo desta apaixonante sociedade, o que dependendo do nosso olhar acaba
transformando o mito na “essência do real”, como afirma o Doutor em História Social da USP, Evandro
Faustino.
“Se os gregos antigos inventaram um mito e depois o ficaram repetindo durante anos e
anos, séculos e séculos, é porque de alguma forma esse mito revelava muito do que eles eram na
verdade. O mito quando visto e entendido do jeito certo, não é só fantasia, mas a essência do real
E FUNDAMENTAL ABORDAR UMA TEMÁTICA POR VARIAS PERSPECTIVAS.O CONHECIMENTO FOI FEITO PARA LIBERTAR!E ESTA ACIMA DE QUALQUER VAIDADE OU PRÉ-CONCEITO.OBRIGADO A TODA ESTA EQUIPE DE EXCELENTES PROFESSORES QUE ME AJUDARAM A TRANSMITIR ESTA IDEIA PARA CENTENAS DE ALUNOS QUE LOTARAM O AUDITÓRIO DO CENTUR.OBRIGADO!FICO FELIZ DE COMPARTILHAR ESSES MOMENTOS COM VOCÊS E FAZER PARTE DESTE GRUPO INCONTESTAVEL E EXPERIÊNTE
terça-feira, 13 de março de 2012
É BOM SABER:Etnocentrismo e uma visão do mundo onde
os nossos próprios grupos tomados como centro de tudo e todos os outros são
pensados e sentidos através dos nossos valores, nossos modelos nossas
definições do que e existente.
No
plano intelectual, pode ser visto como a dificuldade de pensarmos a diferença, no
plano efetivo, como sentimentos de estranheza, medo, hostilidade ou ate mesmo
deslumbramento.
Perguntar
sobre o que é etnocentrismo é, pois, indagar sobre um fenômeno onde se misturam
tanto elementos intelectuais e racionais quanto elementos emocionais e
efetivos. No etnocentrismo, estes dois planos do espírito humano-sentimento e pensamento
- vão juntos compondo um fenômeno não apenas fortemente arraigado na hístoria
das sociedades como também facilmente encontrável no dia-a-dia das nossas
vidas.
Assim,
o etnocentrismo pode ser expresso como os mecanismos as formas, os caminhos e
razões pelos quais tantas e tão profundas distorções se perpetuaram e perpetuam
nas emoções, pensamentos, imagens e representações que fazemos da vida daqueles
que são diferentes de nós.
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